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	<title>Comentários sobre: Diogo Mainardi e um novo esporte: saltos antropológicos ornamentais</title>
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	<description>Blog espelho - cópia de segurança</description>
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		<title>Por: Renato A. de Oliveira Gimenes</title>
		<link>http://ofimdahistoria.wordpress.com/2008/08/27/diogo-mainardi-e-um-novo-esporte-saltos-antropologicos-ornamentais/#comment-57</link>
		<dc:creator>Renato A. de Oliveira Gimenes</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 22:28:46 +0000</pubDate>
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		<description>Visita ilustre a de meu caríssimo Walter:

Seguinte Walter: não diminuo em nada a importância de Diogo Mainardi. Ele é um grande jornalista, bom tradutor, possui um conhecimento vasto de literatura, entende de economia, etc. etc. etc. Não tenho nada contra dele, e reafirmo que seu trabalho de denunciar as mazelas do governo - este e de qualquer outro - são importantes para a democracia e para a liberdade de imprensa.
O que eu acho ruim é a provocação barata que ele faz em relação às ciências humanas no Brasil É uma enorme perda de tempo e de energia: se querem criticar as ciências humanas, motivos não faltam: a incapacidade de inverter resultados de análises e produção acadêmica em políticas públicas, os modismos acadêmicos, a falta de densidade dos debates intelectuais, o pós-modernismo etc etc etc. Mas não, o cara recupera o que as Ciências Humanas possuem de PIOR que são as análises do Paulo Prado!
De Paulo Prado tenho Retrato do Brasil. Fiz de tudo para ler este trabalho como uma sociologia, no sentido pleno do termo. Não dá. É uma recompilação requentada de fontes do Brasil colonial, temperada com muita pseudo-ciência, antropologia de gabinete e preconceito de fazendeiro paulistano da república velha. Trazer isso de volta, como forma de explicar o nosso &quot;anti-liberalismo&quot; ou nossa sociedade autoritária, me parece a coisa mais sem sentido do mundo. Seria mil vezes mais interessante se o Mainardi se voltasse para a tradição liberal radical brasileira, José do Patrocínio, ou buscasse as raízes de nosso &quot;anti-liberalismo&quot; muito mais no fracasso do projeto de Mauá, no império - coisa que o Sérgio Buarque já indicava, aliás.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Visita ilustre a de meu caríssimo Walter:</p>
<p>Seguinte Walter: não diminuo em nada a importância de Diogo Mainardi. Ele é um grande jornalista, bom tradutor, possui um conhecimento vasto de literatura, entende de economia, etc. etc. etc. Não tenho nada contra dele, e reafirmo que seu trabalho de denunciar as mazelas do governo &#8211; este e de qualquer outro &#8211; são importantes para a democracia e para a liberdade de imprensa.<br />
O que eu acho ruim é a provocação barata que ele faz em relação às ciências humanas no Brasil É uma enorme perda de tempo e de energia: se querem criticar as ciências humanas, motivos não faltam: a incapacidade de inverter resultados de análises e produção acadêmica em políticas públicas, os modismos acadêmicos, a falta de densidade dos debates intelectuais, o pós-modernismo etc etc etc. Mas não, o cara recupera o que as Ciências Humanas possuem de PIOR que são as análises do Paulo Prado!<br />
De Paulo Prado tenho Retrato do Brasil. Fiz de tudo para ler este trabalho como uma sociologia, no sentido pleno do termo. Não dá. É uma recompilação requentada de fontes do Brasil colonial, temperada com muita pseudo-ciência, antropologia de gabinete e preconceito de fazendeiro paulistano da república velha. Trazer isso de volta, como forma de explicar o nosso &#8220;anti-liberalismo&#8221; ou nossa sociedade autoritária, me parece a coisa mais sem sentido do mundo. Seria mil vezes mais interessante se o Mainardi se voltasse para a tradição liberal radical brasileira, José do Patrocínio, ou buscasse as raízes de nosso &#8220;anti-liberalismo&#8221; muito mais no fracasso do projeto de Mauá, no império &#8211; coisa que o Sérgio Buarque já indicava, aliás.</p>
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		<title>Por: Walter Pinto</title>
		<link>http://ofimdahistoria.wordpress.com/2008/08/27/diogo-mainardi-e-um-novo-esporte-saltos-antropologicos-ornamentais/#comment-56</link>
		<dc:creator>Walter Pinto</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 04:29:34 +0000</pubDate>
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		<description>Caro  Renato:

Gratíssimo por este novo blog. Gosto em Maynardi, algumas vezes, seu estilo que muito lembra Ivan Lessa. Mas, a fórmula, parece que, rapidamente se esgotou. Salvo as críticas documentadas sobre o governo Lula, Diogo ficou chato de ler. Dele vou guardar dois excelentes livros: &quot;Polígono das Secas&quot;, sobre estranho personagem que ceifa a vida de sertanejos passando-lhes ungüento pelo corpo, uma interessante crítica à repetitiva e desgastada imagem do nordestino na literatura regionalista, e &quot;Contra o Brasil&quot;, uma divertida recriação da viagem do Marechal Cândido Rondon pelo centro-oeste brasileiro desta vez empreendida por Pimenta Bueno, um anti-herói, também sem nenhum caráter, entre os nambiquara.  Nesses dois momento brilhou a luz de Maynardi. Vale à pena conferir.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro  Renato:</p>
<p>Gratíssimo por este novo blog. Gosto em Maynardi, algumas vezes, seu estilo que muito lembra Ivan Lessa. Mas, a fórmula, parece que, rapidamente se esgotou. Salvo as críticas documentadas sobre o governo Lula, Diogo ficou chato de ler. Dele vou guardar dois excelentes livros: &#8220;Polígono das Secas&#8221;, sobre estranho personagem que ceifa a vida de sertanejos passando-lhes ungüento pelo corpo, uma interessante crítica à repetitiva e desgastada imagem do nordestino na literatura regionalista, e &#8220;Contra o Brasil&#8221;, uma divertida recriação da viagem do Marechal Cândido Rondon pelo centro-oeste brasileiro desta vez empreendida por Pimenta Bueno, um anti-herói, também sem nenhum caráter, entre os nambiquara.  Nesses dois momento brilhou a luz de Maynardi. Vale à pena conferir.</p>
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