“Jamais interprete, experimente…”
Gilles Deleuze – Conversações.
Um Feliz 2009 para todos, pleno de pensamento e aprendizado. São os sinceros votos de
Renato A. de Oliveira Gimenes
Gilles Deleuze – Conversações.
Um Feliz 2009 para todos, pleno de pensamento e aprendizado. São os sinceros votos de
Renato A. de Oliveira Gimenes
… é porque você chegou à cópia de segurança de O(s) Fim(ns) da História. Esta cópia continuará plenamente funcional, mas o blog principal continua sendo
www.ofimdahistoria.orgfree.com
Abraços
Embora este não seja um blog pós-estruturalista o nome de Michel Foucault aqui é bem vindo. Em alguns blogs a palvra “Foucault” é suficiente para causar anátemas, e mesmo blogs muito bons simplesmente proíbem qualquer menção ao nome do filósofo, como uma espécie de declaração de princípios (os quais não compreendo) ou talvez, como protesto contra algo que, para mim, não está claro.
Por que isso me incomoda? Em primeiro lugar porque eu sou um leitor de Michel Foucault. Segundo, porque nunca me senti completamente à vontade com a vinculação entre Foucault <=> pós-modernismo <=> inconseqüência <=> porraloquice <=> conservadorismo político.
Seçao nova, pessoal: registro de fotos, trechos de filmes ou textos que mostrem as interseções entre culturas diferentes, e o resultado desses lugares, palavras ou músicas híbridas, ou mestiças, que vão fecundando a vida e as almas deste mundo velho, mas ainda com muitas porteiras…
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Mesquita de Niu Jie, Pequim. Foto de Cind K. Fonte: Sacred Destinations.
Publicado originalmente no Afogado em Livros!!!
Qual a finalidade do texto literário? Entre tantas respostas possíveis, destaco uma: transformar o leitor em autor, ou seja, fazê-lo ultrapassar sua situação de consumidor de textos para produtor de poesia, de formas diferentes de percepção da vida diária, deslocando-o de seu estado atual; fazê-lo se agitar, se mover.
Não está em causa se um texto literário necessariamente produz “novos” Garcia-Lorca, ou um novo Drummond ou outro Apollinaire – o que, aliás, é impossível: todos eles são únicos. O problema é outro: como isso que comumente atende pelo nome de “literatura” pode ajudar o leitor a adquirir a aptidão de recontar sua vida, narrar sua experiência, assumir seu destino como uma criação em primeira pessoa, descobrindo sua capacidade de dar sentido à sua especificidade? Quando isto acontece, para além (ou apesar?) de qualquer intenção beletrista, pode-se dizer que a literatura está viva e ajuda a produzir vida.
No matter how far we travel, the memories will follow in the baggage car.
“Não importante quão distante viajemos, as memórias seguem no carro de bagagem”.
August Strindberg
(Também publicado no Caderno de Notas)
Nós precisamos de 1000 Gabeiras. Em todos os partidos. Da esquerda à direita.
Imediatamente.
Pedir decência, inteligência e integridade na política brasileira não é mais pedir o impossível. Esta possibilidade se afigurou real, muito real neste domingo. Por muito pouco ela não se concretizou desta vez. Mas ela se concretizará, mais cedo ou mais tarde.
Atualizado em 27/10/2008 – 11:30
Herman Melville (1819-1891) sempre será lembrado por seu monumental Moby Dick (1851). No entanto, sua obra possui ainda outro trabalho magnífico, Bartleby, o escriturário: uma história de Wall Street, publicado em 1853. Um trabalho menor em tamanho, mas tão comovente quanto a luta de Ahab contra a baleia branca, contra si mesmo e sua mortal obstinação.
Jorge Luís Borges tinha este livro como um dos melhores da literatura universal. Além de Borges, Gilles Deleuze – amante declarado da literatura norte-americana – ficou encantado por este escrito, ao ponto de lhe dedicar um ensaio chamado Bartleby ou a fórmula. Para Deleuze, a “fórmula” de Bartleby é a fórmula da recusa perfeita e do estabelecimento da liberdade, expressa na famosa frase “prefiro não fazer”, tantas vezes ditas pelo personagem Bartleby. (mais…)
Estou descontinuando o “Afogado em Livros!!! – Para viciados em papel e tinta”. Por que? Primeiro porque estou muito mais concentrado n’ O(s) Fim(ns) da História. Segundo, porque percebi que não vale a pena separar história e literatura. Então estou trazendo o conteúdo do “Afogado” para este blog, e seguindo com o projeto de comentar livros e leituras somente neste espaço.
Assim será melhor, com esforço concentrado em um só lugar, maior quantidade e variedade de postagens – e, espero, qualidade. Mas isso fica a critério do leitor.
… esta está sendo uma semana difícil, então não pude, até agora, desenvolver as postagens que estou escrevendo. Aguardem notícias mais para o final da semana. Abraços!