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	<title>O(s) Fim(ns) da História</title>
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	<description>Afinal, para que serve isso mesmo?</description>
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		<title>O(s) Fim(ns) da História</title>
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		<title>A Arca de Noé no Café História.</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Sep 2011 04:56:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato A. de Oliveira Gimenes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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		<description><![CDATA[Participo com prazer do Café História. Leio e acompanho as postagens há um bom tempo, mas só agora, com mais disponibilidade, resolvi contribuir com as discussões. É uma maneira divertida de relembrar leituras, de mobilizar a memória do que se já aprendeu, de retornar a alguns livros e ver novos materiais sobre História e Ciências &#8230; <a href="http://ofimdahistoria.wordpress.com/2011/09/09/a-arca-de-noe-no-cafe-historia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ofimdahistoria.wordpress.com&amp;blog=4414886&amp;post=937&amp;subd=ofimdahistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Participo com prazer do <a title="Link para o Café História!" href="http://cafehistoria.ning.com" target="_blank">Café História</a>. Leio e acompanho as postagens há um bom tempo, mas só agora, com mais disponibilidade, resolvi contribuir com as discussões. É uma maneira divertida de relembrar leituras, de mobilizar a memória do que se já aprendeu, de retornar a alguns livros e ver novos materiais sobre História e Ciências Humanas na internet. Além disso é um ótimo passatempo e uma maneira divertidíssima de escrever e conhecer gente nova.</p>
<p style="text-align:justify;">Tudo isso depois de falar com a namorada que se ama, ouvindo boa música (Hard Rock, Samba, Blues ou música clássica) e acompanhado de umas pequenas e lúdicas doses de vodka com suco tornam a vida uma verdadeira benção!</p>
<p style="text-align:justify;">Mas, principalmente, vejo em grupos como o Café História uma oportunidade educacional. É isto mesmo: participar de discussões na internet em espaços como o Café História (eu ampliaria isso para a blogosfera e para as redes sociais, como Orkut e Facebook) é uma maneira divertida e importante de educar, de aprender e de ensinar.<span id="more-937"></span>Isto porque, a partir de questionamentos, de dúvidas e da curiosidade (não há História sem isso!) é possível interferir diretamente na percepção e nos conhecimentos relativos à História. É possível orientar, polemizar, corrigir, educar e aprender, por meio da colaboração coletiva, uma série de conhecimentos sobre a História. Isto, praticamente, em tempo real.</p>
<p style="text-align:justify;">Acabo de postar um tópico em uma discussão levantada por um dos participante do Café História, o Sérgio Braga Osório. Ele lançou a seguinte questão em um <a title="link para a discussão" href="http://cafehistoria.ning.com/forum/topics/teria-sido-poss-vel-no-ter-feito-uma-embarca-o-daquelas-propor" target="_blank">fórum de discussão</a> desta rede, a partir da seguinte pergunta: &#8220;- Teria sido possível Noé ter feito uma embarcação daquelas proporções? E mais, como fazer tudo aquilo estando só? E porque não levou humanos? E porque a &#8220;arca&#8221; ancorou em cima de um morro ?&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;"> Seria fácil tomar uma atitude do tipo &#8220;isto é bobagem&#8221;, ou coisas do gênero, mas proceder assim seria desconsiderar a curiosidade de quem escreveu, e perder uma bela chance de explicar as implicações da pergunta &#8211; por puro preconceito!!!</p>
<p style="text-align:justify;">Transcrevo aqui a minha resposta dada na discussão:</p>
<blockquote><p>A pergunta, amigo, seria muito apropriada&#8230; se estivéssemos nos domínios da arqueologia religiosa tal como praticada no século XIX, quando os arqueólogos procuravam evidências materiais que pudessem comprovar a existência (ou não) das passagens bíblicas, legitimando as Escrituras ou atestando que são inverossímeis. Esta produção, no século XIX estava fortemente marcada pelo Positivismo &#8211; paradigma científico dominante na época -, desenvolvendo debates do tipo: como compreender historicamente os &#8220;fatos&#8221; bíblicos ou como descartá-los, já que à luz da ciência eles se provariam errôneos, ou &#8220;superstições&#8221;.</p>
<p>Este debate, do ponto de vista histórico, ou mesmo moral, já está superado. Em primeiro lugar porque, se levarmos ao extremo os estudos históricos, quase a totalidade do que está escrito nos livros religiosos não se comprova, ou possui  uma explicação perfeitamente cabível. Vide a quantidade de crenças medievais desmontadas desde o Renascimento, ou mesmo pelos teólogos (cf. a crítica que o teólogo católico norte-americano Donald Spoto faz da &#8220;Cruzada das Crianças&#8221; que, segundo ele, nunca existiu de fato; esta passagem está nas páginas 196-198 de seu belíssimo livro <em>Francisco de Assis &#8211; o santo relutante</em> (trad. S. Duarte. Rio de Janerio: editora Objetiva, 2010)). A arqueologia bíblica, atualmente, é importante porque traz uma série de análise, a partir da cultura material, sobre a história e os contextos social, cultural e linguisticos nos quais os textos bíblicos foram escritos e apropriados, ajudando a compreendermos mais claramente as fontes da experiência religiosa.</p>
<p>Segundo, e mais importante: no limite não é tão importante saber se a Arca de Noé, ou quaisquer dos relatos bíblicos realmente aconteceram. Isto porque os livros religiosos devem ser tratados como narrativas míticas que fornecem um conhecimento de ordem moral e ético. Sua leitura tem efeito de produção de verdades morais, de padrões éticos, de conhecimentos sobre o certo e o errado, sobre o que é tolerável e intolerável. São fontes de padrões de comportamento fundamentados em narrativas míticas e na tradição. A crítica histórica e teológica é importantíssima para sabermos melhor sobre a produção destes textos, suas interpretações e para melhor instruir os líderes religiosos e os fiéis contra leituras de caráter fundamentalista. Servem para corrigir a memória religiosa, amparar e enriquecer esta experiência, livrando-as de interpretações absolutamente sem fundamento. O mesmo raciocínio serve para a vida de mártires e santos, como, por exemplo, São Francisco de Assis  - talvez o primeiro europeu católico da história a advogar um plano de paz entre cristãos e muçulmanos, inclusive recomendando que não se deveria forçar o proselitismo católico entre o Islã (vide livro citado).</p>
<p>Em suma: <em>procurar legitimar, através da História, a verdade da existência de algo religioso, bem como procurar demolir em definitivo crenças religiosas também através de estudos históricos<strong> é a pior leitura possível que se pode fazer em relação à religião. Qualquer uma! Esta atitude está errada, visto que toma por &#8220;fato&#8221; uma narrativa que é mítica, bem como retoma &#8211; mesmo que involuntariamente &#8211; uma discussão que no limite nos leva ao fundamentalismo, seja religioso, seja anti-religioso.</strong></em></p>
<p>Portanto, caro Sérgio, polidamente eu diria que sua questão teve o mérito de levantar um debate e a curiosidade sobre as relações entre história e religião, ou mais precisamente sobre a historicidade dos textos religiosos. Como problema histórico, realmente não é muito importante, seja porque a existência da Arca de Noé não pode ser realmente comprovada, seja porque ela não é a melhor pergunta para o que realmente importa: o que o relato da Arca de Noé tem a nos dizer hoje, moralmente e eticamente? Esta é uma questão que vale a pena pensar, assim como para outras passagens bíblicas. Agora buscar na História<em>comprovações</em> para verdades religiosas é retomar uma atitude medieval&#8230; e no limite, pouco prática, pouco importante, até mesmo bastante perigosa.</p></blockquote>
<div id="desc_1980410Comment836051">
<blockquote><p>Relendo os tópicos desta discussão, entendi a questão do Sérgio, e respondo: não há resposta! O que você quer só pode existir de forma puramente especulativa. Você não vai achar plantas da arca, nem relatos de como os animais foram levados para ela. É divertido pensar nisso&#8230; como ficção. Como História, incorre em tudo que eu falei em minha postagem anterior.</p>
<p>Entenda uma coisa, de uma vez por todas: o que está em livros religiosos de quaisquer espécie são <em>relatos míticos</em>. Não tome a narrativa da arca de noé como <em>fato</em>, pois não é. Pode ser um fato da tradição, ou um fato textual, mas não um acontecimento real. Simples assim.</p></blockquote>
<p style="text-align:justify;">Existem outras respostas a este tópico, bastante interessantes. Claro, existe pessoas que extrapolam (vide a discussão e a minha resposta) mas mesmo quando as pessoas dizem certos absurdos isso é válido. Isto porque, em comunidades como o Café História, ou nas redes sociais, o que é falado não é somente uma opinião pessoal, mas pontos de vista bem ou mal fundamentados sobre um determinado assunto. Aqui, leitura, formação e uma boa capacidade de escrita são fundamentais para tocarmos os outros, sensibilizá-los e fazê-los aprender &#8211; e aprendermos &#8211; com eles.  É uma maneira de usarmos nossa inteligência por meio do trabalho do pensamento, de forma pública, séria e ao mesmo tempo prazerosa. Até porque, lembrando a já clássica lição de Marc Bloch, um dos principais motivos para estudarmos História reside no <em>prazer que ela nos proporciona: </em>prazer em aprendermos, prazer em sermos melhores. Isto já é suficiente para amarmos a História, e para nos dedicarmos à ela.</p>
<p style="text-align:justify;">Por fim é importante salientar que, por meio da internet, construímos saberes coletivos que deveriam ser melhor aproveitados pedagogicamente e &#8211; por que não?  - politicamente, uma vez que, quando nos posicionamos em fóruns, <em>chats</em> de discussões, ou respondemos a tópicos de discussões, estamos publicando nosso conhecimento, aperfeiçoando-o e corrigindo-o. Com prazer. Esquecer essas ferramentas virtuais é esquecer que o espaço do conhecimento e da educação já ultrapassou há muito tempo os muros da escola. <em>Chats, </em>comunidades virtuais, MSN, Facebook e blogs não são instrumentos de comunicação apenas, mas de expressão de individualidades, de desejos, de imaginação. E um destes desejos é justamente o desejo de aprender.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas nós, de maneira geral, estamos preparados para isso? E estamos preparando nossos alunos para aprenderem com o que vivem e com o que experimentam?</p>
<p style="text-align:justify;">Isto é algo para pensarmos&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Em tempo: quem quiser visitar minha página no Café História, é só clicar <a title="Página de Renato Gimenes no Café História" href="http://cafehistoria.ning.com/profile/RenatoAloiziodeOliveiraGimen" target="_blank">aqui</a>.</p>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ofimdahistoria.wordpress.com/937/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ofimdahistoria.wordpress.com/937/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ofimdahistoria.wordpress.com/937/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ofimdahistoria.wordpress.com/937/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ofimdahistoria.wordpress.com/937/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ofimdahistoria.wordpress.com/937/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ofimdahistoria.wordpress.com/937/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ofimdahistoria.wordpress.com/937/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ofimdahistoria.wordpress.com/937/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ofimdahistoria.wordpress.com/937/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ofimdahistoria.wordpress.com/937/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ofimdahistoria.wordpress.com/937/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ofimdahistoria.wordpress.com/937/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ofimdahistoria.wordpress.com/937/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ofimdahistoria.wordpress.com&amp;blog=4414886&amp;post=937&amp;subd=ofimdahistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Matéria do Wall Street Journal sobre falecimento de Zilda Arns</title>
		<link>http://ofimdahistoria.wordpress.com/2010/01/14/materia-do-wall-street-journal-sobre-falecimento-de-zilda-arns/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 16:23:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato A. de Oliveira Gimenes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[(Via Twitter &#8211; do Historiografia). No blog do Wall Street Journal de hoje temos uma matéria sobre o trabalho desenvolvido por Zilda Arns, apontando sua importância social. Para acessar a matéria, clique aqui.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ofimdahistoria.wordpress.com&amp;blog=4414886&amp;post=816&amp;subd=ofimdahistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">(Via Twitter &#8211; do <a href="http://twitter.com/historiografia" target="_blank">Historiografia</a>). No <a href="http://online.wsj.com/home-page" target="_blank">blog do Wall Street Journal</a> de hoje temos uma matéria sobre o trabalho desenvolvido por Zilda Arns, apontando sua importância social. Para acessar a matéria, <a href="http://blogs.wsj.com/dispatch/2010/01/13/remembering-zilda-arns-relief-worker/?mod=wsj_share_twitter" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ofimdahistoria.wordpress.com/816/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ofimdahistoria.wordpress.com/816/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ofimdahistoria.wordpress.com/816/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ofimdahistoria.wordpress.com/816/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ofimdahistoria.wordpress.com/816/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ofimdahistoria.wordpress.com/816/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ofimdahistoria.wordpress.com/816/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ofimdahistoria.wordpress.com/816/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ofimdahistoria.wordpress.com/816/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ofimdahistoria.wordpress.com/816/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ofimdahistoria.wordpress.com/816/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ofimdahistoria.wordpress.com/816/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ofimdahistoria.wordpress.com/816/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ofimdahistoria.wordpress.com/816/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ofimdahistoria.wordpress.com&amp;blog=4414886&amp;post=816&amp;subd=ofimdahistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Belém, 394 anos &#8211; uma (anti) comemoração pessoal</title>
		<link>http://ofimdahistoria.wordpress.com/2010/01/13/belem-394-anos-uma-anti-comemoracao-pessoal-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 17:51:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato A. de Oliveira Gimenes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Belém 394 anos]]></category>

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		<description><![CDATA[(Atualizado em 14/01/2010) Esta postagem é uma anti-comemoração. Não gosto de nenhum tipo de comemoração com ar de “porque me ufano” de qualquer coisa. E porque, como profissional envolvido na preservação da memória da Belém e do Estado do Pará, não tenho muito o que comemorar: a cidade continua suja e esburacada, com o trânsito &#8230; <a href="http://ofimdahistoria.wordpress.com/2010/01/13/belem-394-anos-uma-anti-comemoracao-pessoal-2/">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ofimdahistoria.wordpress.com&amp;blog=4414886&amp;post=861&amp;subd=ofimdahistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="line-height:150%;" align="justify">(<em>Atualizado em 14/01/2010</em>)</p>
<p class="western" style="line-height:150%;" align="justify">Esta postagem é uma anti-comemoração. Não gosto de nenhum tipo de comemoração com ar de “porque me ufano” de qualquer coisa. E porque, como profissional envolvido na preservação da memória da Belém e do Estado do Pará, não tenho muito o que comemorar: a cidade continua suja e esburacada, com o trânsito cada vez pior; a poluição sonora atinge níveis que, mais do que insuportáveis, chegam a ser ultrajantes; também não gosto dos urubus do Ver-o-Peso, e não acho que as ratazanas que passeiam nas sarjetas da cidade seja algo a se achar pitoresco. <span id="more-861"></span>O patrimônio&#8230; bem, o patrimônio&#8230; continuam os conjuntos de museus lá, bonitinhos, em seus devidos lugares; idem as igrejas – com destaque para a igreja da Sé, restaurada. Mas o Palacete Pinho continua lá, abandonado. E a Assembleia Legislativa do Estado do Pará, completamente surtada, continua pensando que é o Executivo e emite leis e mais leis definindo festa disso, festa daquilo como patrimônio cultural paraense. Mas isso é assunto para uma postagem específica.</p>
<p class="western" style="line-height:150%;" align="justify">Mas chega de murmurações. Penso que, para realizar uma anti-comemoração, devo deixar de lado tanto o “porque me ufano” quanto os problemas de lado. E, sim: antes que os parcos leitores deste blog me repreendam (se é que ainda tenho algum leitor&#8230;) uma anti-comemoração ainda é uma comemoração. Então, se devo homenagear a cidade que me acolheu, me escolheu e, algumas vezes, me encolheu, deixar registrado, aqui, algumas impressões pessoais da cidade, registro de uma ligação afetiva que eu tenho com Belém. Prefiro desenhar uma espécie de mapa pessoal da cidade, porque, no fim das contas, o que dá sentido a uma cidade não é necessariamente um discurso oficial sobre ela, mas aquele emaranhado infinito de pequenos itinerários, de pequenas lembranças, de pequenas e grandes alegrias e decepções que milhões de pessoas anônimas vão desenhando sobre a cidade e sobre este mundo. Deixo aqui um rascunho pequenininho do que é o meu itinerário pessoal sobre Belém, até agora.</p>
<p class="western" style="line-height:150%;" align="justify">Além de minhas duas filhas serem paraenses e belemenses – o que já é motivo suficiente para que eu tenha um forte laço afetivo com a cidade –, devo a Belém um novo despertar para a História. Quando cheguei aqui, em 2005, eu achava que minha formação de historiador não servia lá para muita coisa, e que não voltaria nunca mais a trabalhar diretamente com pesquisas históricas ou com o ensino de história outra vez. E, de repente, vejo todo o casario antigo, toda uma maneira peculiar de falar, uma espécie de <em>patois</em><span style="font-style:normal;"> que eu não conhecia. E rostos, muitos rostos, nos quais a história do Brasil parecia estar fortemente gravada, nos olhos amendoados, nas várias tonalidades de pele morena, nos cabelos </span><em>mezzo </em><span style="font-style:normal;">negros, </span><em>mezzo</em><span style="font-style:normal;"> indígenas, nos sobrenomes portugueses, espanhóis, japoneses, na música, na comida. Sabores, carne, pedra e verde apareciam como um mundo completamente desconhecido para mim – eu, que estudei em São Paulo e que não sabia </span><em>rigorosamente nada</em><span style="font-style:normal;"> sobre a Amazônia. E que continuarei sabendo </span><em>sempre muito pouco</em><span style="font-style:normal;"> ao longo de toda a minha vida. Me senti tão estrangeiro, tão “desterrado em minha própria terra”, que estudar a história local se transformou, para mim, em um ato de auto-identificação com meu país, com a Amazônia. Não era mais um ofício, mas quase que uma necessidade de sobrevivência. Foi neste exercício de estudar a história de Belém e da Amazônia – que, repito, continuo sem saber quase nada – que eu mesmo me reencontrei com a História, como processo e como disciplina. Sem dúvida, devo tudo isso a esta cidade.</span></p>
<p class="western" style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-style:normal;"> Devo a Belém, da mesma forma, uma espécie de reencontro com a fé. Minha formação religiosa é católica, mas há muitos anos não sou praticante. Não me considero mais religioso. Mas não perco uma transladação do Círio. Não acompanho fielmente a procissão do dia do Círio, mas não perco uma transladação, que eu realmente amo com toda força. Com certeza muito pela plasticidade do acontecimento: a noite, muitas vezes a chuva que cai, as velas, as pessoas de branco. Mas há um certo suspense, um sentido de espera e vigília, uma expectativa alegre, devota e festiva porque o principal </span><em>ainda vai acontecer</em><span style="font-style:normal;">. Há uma espera pelo desfecho do dia seguinte. E há Belém revelada por Nossa Senhora de Nazaré: por um momento, a cidade para, as ruas principais são fechadas, e pode-se andar por elas horas a fio, observar ângulos inusitados da cidade, principalmente próximo ao Ver-o-Peso, ou as transversais ao longo da avenida Presidente Vargas. Olhando a cidade durante a transladação, assim, descompromissadamente, percebe-se que ela ainda guarda surpresas: ela se revela labiríntica, barroca, ainda produz um efeito de encobrir o olhar em uma rua, para descortinar uma praça, o rio e a baía do Guamá, um conjunto de casario antigo, quando se dobra uma esquina. </span></p>
<p class="western" style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-style:normal;"> Quem segue a pé, à noite, pelo </span><em>boulevard</em><span style="font-style:normal;"> Castilho França e adentra a Praça do Relógio, em direção da Sé, sabe do que estou falando. Esse milagre de ver uma cidade ainda se descortinando, essa permanência barroca que Belém </span><em>ainda</em><span style="font-style:normal;"> possui, e que experimento todas as vezes que vou à Transladação,  me toca, me comove e, de alguma forma, me faz rezar. Pelo que, eu não sei. Mas me pego rezando, sozinho ou em meio à multidão. Não sei se esta fé que percebo que ainda possuo é mais ou menos permanente que a chama de uma pequena vela na procissão da transladação. Mas brilha, e está lá. Comigo. Acho que por isso vou à Transladação: para ver a cidade, para me surpreender, e para rezar, como uma forma de que, anualmente, acenda um pouco de fé em mim mesmo e no mundo.</span></p>
<p class="western" style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-style:normal;"> Belém ainda me dá a sensação de que </span><em>não estou propriamente no presente</em><span style="font-style:normal;">. Podem me chamar de maluco, tudo bem. Quero dizer com isto que a cidade oferece um determinado tipo de experiência do tempo, uma sensação de </span><em>intrusão</em><span style="font-style:normal;"> contínua do passado no presente, de uma forma muito marcante. Desde o momento em que se adentra a cidade, a partir do Entroncamento, pode-se perceber como que “camadas” de História: o final do século XIX se fazendo presente no traçado da avenida Almirante Barroso, desde o Entroncamento até o Mercado de São Brás; depois, mais presença do XIX no Theatro da Paz, na Praça da República, no entorno da avenida Presidente Vargas; o XVIII se faz presente na Cidade Velha, com o Museu Histórico do Estado, e o XVII ganha corpo também na Cidade Velha, com o Forte do Presépio e no traçado das ruas em direção à Igreja do Carmo.</span></p>
<p class="western" style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-style:normal;"> Em toda a geometria que marca estas áreas da cidade, há o fantasma da antiga Estrada de Ferro de Bragança, cujo traçado original foi o grande responsável pela existência da configuração atual de Belém. Basta lembrar que as atuais avenidas Augusto Montenegro e Almirante Barroso se localizam, exatamente, onde estavam os trilhos da EFB, e que o Entroncamento possui este nome por ser o local em que se localizava o entroncamento dos trilhos da estrada de ferro, saindo para Icoaraci e para Bragança.</span></p>
<p class="western" style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-style:normal;"> Toda esta estrutura constrói uma malha de referências de memória e de história a partir do qual eu me localizo. E em meio a essa malha que trafego, que vivo, e que escolho meus bares, minha casa, minhas músicas. É esse presente não tão atual, ainda tão rico, embora tão desgastado, que me faz gostar de Belém. Este é o presente que a cidade me deu, e pelo qual sou grato: viver em um </span><em>presente inatual</em><span style="font-style:normal;">.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ofimdahistoria.wordpress.com/861/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ofimdahistoria.wordpress.com/861/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ofimdahistoria.wordpress.com/861/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ofimdahistoria.wordpress.com/861/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ofimdahistoria.wordpress.com/861/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ofimdahistoria.wordpress.com/861/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ofimdahistoria.wordpress.com/861/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ofimdahistoria.wordpress.com/861/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ofimdahistoria.wordpress.com/861/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ofimdahistoria.wordpress.com/861/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ofimdahistoria.wordpress.com/861/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ofimdahistoria.wordpress.com/861/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ofimdahistoria.wordpress.com/861/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ofimdahistoria.wordpress.com/861/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ofimdahistoria.wordpress.com&amp;blog=4414886&amp;post=861&amp;subd=ofimdahistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Renato A. de Oliveira Gimenes</media:title>
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		<title>Belém, 394 anos &#8211; uma (anti) comemoração pessoal</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 17:51:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato A. de Oliveira Gimenes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Belém 394 anos]]></category>

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		<description><![CDATA[(Atualizado em 14/01/2010) Esta postagem é uma anti-comemoração. Não gosto de nenhum tipo de comemoração com ar de “porque me ufano” de qualquer coisa. E porque, como profissional envolvido na preservação da memória da Belém e do Estado do Pará, não tenho muito o que comemorar: a cidade continua suja e esburacada, com o trânsito &#8230; <a href="http://ofimdahistoria.wordpress.com/2010/01/13/belem-394-anos-uma-anti-comemoracao-pessoal/">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ofimdahistoria.wordpress.com&amp;blog=4414886&amp;post=811&amp;subd=ofimdahistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="line-height:150%;" align="justify">(<em>Atualizado em 14/01/2010</em>)</p>
<p class="western" style="line-height:150%;" align="justify">Esta postagem é uma anti-comemoração. Não gosto de nenhum tipo de comemoração com ar de “porque me ufano” de qualquer coisa. E porque, como profissional envolvido na preservação da memória da Belém e do Estado do Pará, não tenho muito o que comemorar: a cidade continua suja e esburacada, com o trânsito cada vez pior; a poluição sonora atinge níveis que, mais do que insuportáveis, chegam a ser ultrajantes; também não gosto dos urubus do Ver-o-Peso, e não acho que as ratazanas que passeiam nas sarjetas da cidade seja algo a se achar pitoresco. <span id="more-811"></span>O patrimônio&#8230; bem, o patrimônio&#8230; continuam os conjuntos de museus lá, bonitinhos, em seus devidos lugares; idem as igrejas – com destaque para a igreja da Sé, restaurada. Mas o Palacete Pinho continua lá, abandonado. E a Assembleia Legislativa do Estado do Pará, completamente surtada, continua pensando que é o Executivo e emite leis e mais leis definindo festa disso, festa daquilo como patrimônio cultural paraense. Mas isso é assunto para uma postagem específica.</p>
<p class="western" style="line-height:150%;" align="justify">Mas chega de murmurações. Penso que, para realizar uma anti-comemoração, devo deixar de lado tanto o “porque me ufano” quanto os problemas de lado. E, sim: antes que os parcos leitores deste blog me repreendam (se é que ainda tenho algum leitor&#8230;) uma anti-comemoração ainda é uma comemoração. Então, se devo homenagear a cidade que me acolheu, me escolheu e, algumas vezes, me encolheu, deixar registrado, aqui, algumas impressões pessoais da cidade, registro de uma ligação afetiva que eu tenho com Belém. Prefiro desenhar uma espécie de mapa pessoal da cidade, porque, no fim das contas, o que dá sentido a uma cidade não é necessariamente um discurso oficial sobre ela, mas aquele emaranhado infinito de pequenos itinerários, de pequenas lembranças, de pequenas e grandes alegrias e decepções que milhões de pessoas anônimas vão desenhando sobre a cidade e sobre este mundo. Deixo aqui um rascunho pequenininho do que é o meu itinerário pessoal sobre Belém, até agora.</p>
<p class="western" style="line-height:150%;" align="justify">Além de minhas duas filhas serem paraenses e belemenses – o que já é motivo suficiente para que eu tenha um forte laço afetivo com a cidade –, devo a Belém um novo despertar para a História. Quando cheguei aqui, em 2005, eu achava que minha formação de historiador não servia lá para muita coisa, e que não voltaria nunca mais a trabalhar diretamente com pesquisas históricas ou com o ensino de história outra vez. E, de repente, vejo todo o casario antigo, toda uma maneira peculiar de falar, uma espécie de <em>patois</em><span style="font-style:normal;"> que eu não conhecia. E rostos, muitos rostos, nos quais a história do Brasil parecia estar fortemente gravada, nos olhos amendoados, nas várias tonalidades de pele morena, nos cabelos </span><em>mezzo </em><span style="font-style:normal;">negros, </span><em>mezzo</em><span style="font-style:normal;"> indígenas, nos sobrenomes portugueses, espanhóis, japoneses, na música, na comida. Sabores, carne, pedra e verde apareciam como um mundo completamente desconhecido para mim – eu, que estudei em São Paulo e que não sabia </span><em>rigorosamente nada</em><span style="font-style:normal;"> sobre a Amazônia. E que continuarei sabendo </span><em>sempre muito pouco</em><span style="font-style:normal;"> ao longo de toda a minha vida. Me senti tão estrangeiro, tão “desterrado em minha própria terra”, que estudar a história local se transformou, para mim, em um ato de auto-identificação com meu país, com a Amazônia. Não era mais um ofício, mas quase que uma necessidade de sobrevivência. Foi neste exercício de estudar a história de Belém e da Amazônia – que, repito, continuo sem saber quase nada – que eu mesmo me reencontrei com a História, como processo e como disciplina. Sem dúvida, devo tudo isso a esta cidade.</span></p>
<p class="western" style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-style:normal;"> Devo a Belém, da mesma forma, uma espécie de reencontro com a fé. Minha formação religiosa é católica, mas há muitos anos não sou praticante. Não me considero mais religioso. Mas não perco uma transladação do Círio. Não acompanho fielmente a procissão do dia do Círio, mas não perco uma transladação, que eu realmente amo com toda força. Com certeza muito pela plasticidade do acontecimento: a noite, muitas vezes a chuva que cai, as velas, as pessoas de branco. Mas há um certo suspense, um sentido de espera e vigília, uma expectativa alegre, devota e festiva porque o principal </span><em>ainda vai acontecer</em><span style="font-style:normal;">. Há uma espera pelo desfecho do dia seguinte. E há Belém revelada por Nossa Senhora de Nazaré: por um momento, a cidade para, as ruas principais são fechadas, e pode-se andar por elas horas a fio, observar ângulos inusitados da cidade, principalmente próximo ao Ver-o-Peso, ou as transversais ao longo da avenida Presidente Vargas. Olhando a cidade durante a transladação, assim, descompromissadamente, percebe-se que ela ainda guarda surpresas: ela se revela labiríntica, barroca, ainda produz um efeito de encobrir o olhar em uma rua, para descortinar uma praça, o rio e a baía do Guamá, um conjunto de casario antigo, quando se dobra uma esquina. </span></p>
<p class="western" style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-style:normal;"> Quem segue a pé, à noite, pelo </span><em>boulevard</em><span style="font-style:normal;"> Castilho França e adentra a Praça do Relógio, em direção da Sé, sabe do que estou falando. Esse milagre de ver uma cidade ainda se descortinando, essa permanência barroca que Belém </span><em>ainda</em><span style="font-style:normal;"> possui, e que experimento todas as vezes que vou à Transladação,  me toca, me comove e, de alguma forma, me faz rezar. Pelo que, eu não sei. Mas me pego rezando, sozinho ou em meio à multidão. Não sei se esta fé que percebo que ainda possuo é mais ou menos permanente que a chama de uma pequena vela na procissão da transladação. Mas brilha, e está lá. Comigo. Acho que por isso vou à Transladação: para ver a cidade, para me surpreender, e para rezar, como uma forma de que, anualmente, acenda um pouco de fé em mim mesmo e no mundo.</span></p>
<p class="western" style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-style:normal;"> Belém ainda me dá a sensação de que </span><em>não estou propriamente no presente</em><span style="font-style:normal;">. Podem me chamar de maluco, tudo bem. Quero dizer com isto que a cidade oferece um determinado tipo de experiência do tempo, uma sensação de </span><em>intrusão</em><span style="font-style:normal;"> contínua do passado no presente, de uma forma muito marcante. Desde o momento em que se adentra a cidade, a partir do Entroncamento, pode-se perceber como que “camadas” de História: o final do século XIX se fazendo presente no traçado da avenida Almirante Barroso, desde o Entroncamento até o Mercado de São Brás; depois, mais presença do XIX no Theatro da Paz, na Praça da República, no entorno da avenida Presidente Vargas; o XVIII se faz presente na Cidade Velha, com o Museu Histórico do Estado, e o XVII ganha corpo também na Cidade Velha, com o Forte do Presépio e no traçado das ruas em direção à Igreja do Carmo.</span></p>
<p class="western" style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-style:normal;"> Em toda a geometria que marca estas áreas da cidade, há o fantasma da antiga Estrada de Ferro de Bragança, cujo traçado original foi o grande responsável pela existência da configuração atual de Belém. Basta lembrar que as atuais avenidas Augusto Montenegro e Almirante Barroso se localizam, exatamente, onde estavam os trilhos da EFB, e que o Entroncamento possui este nome por ser o local em que se localizava o entroncamento dos trilhos da estrada de ferro, saindo para Icoaraci e para Bragança.</span></p>
<p class="western" style="line-height:150%;" align="justify"><span style="font-style:normal;"> Toda esta estrutura constrói uma malha de referências de memória e de história a partir do qual eu me localizo. E em meio a essa malha que trafego, que vivo, e que escolho meus bares, minha casa, minhas músicas. É esse presente não tão atual, ainda tão rico, embora tão desgastado, que me faz gostar de Belém. Este é o presente que a cidade me deu, e pelo qual sou grato: viver em um </span><em>presente inatual</em><span style="font-style:normal;">.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ofimdahistoria.wordpress.com/811/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ofimdahistoria.wordpress.com/811/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ofimdahistoria.wordpress.com/811/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ofimdahistoria.wordpress.com/811/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ofimdahistoria.wordpress.com/811/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ofimdahistoria.wordpress.com/811/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ofimdahistoria.wordpress.com/811/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ofimdahistoria.wordpress.com/811/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ofimdahistoria.wordpress.com/811/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ofimdahistoria.wordpress.com/811/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ofimdahistoria.wordpress.com/811/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ofimdahistoria.wordpress.com/811/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ofimdahistoria.wordpress.com/811/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ofimdahistoria.wordpress.com/811/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ofimdahistoria.wordpress.com&amp;blog=4414886&amp;post=811&amp;subd=ofimdahistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Confirmado o falecimento de Zilda Arns no terremoto do Haiti</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 14:20:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato A. de Oliveira Gimenes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Zilda Arns]]></category>

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		<description><![CDATA[Infelizmente, a acessoria do senador Flávio Arns (PSDB-PR) confirmou agora a pouco que Zilda Arns faleceu em Porto Príncipe, capital do Haiti. Zilda estava em missão humanitária naquele país quando ocorreu um forte terremoto. Segundo as informações, ela percorria as ruas da cidade quando o terremoto ocorreu, sendo atingida pelos escombros. Irmã de Dom Paulo &#8230; <a href="http://ofimdahistoria.wordpress.com/2010/01/13/confirmado-o-falecimento-de-zilda-arns-no-terremoto-do-haiti/">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ofimdahistoria.wordpress.com&amp;blog=4414886&amp;post=804&amp;subd=ofimdahistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Infelizmente, a acessoria do senador Flávio Arns (PSDB-PR) confirmou agora a pouco que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zilda_Arns" target="_blank"><strong>Zilda Arns</strong></a> faleceu em Porto Príncipe, capital do Haiti. Zilda estava em missão humanitária naquele país quando ocorreu um forte terremoto. Segundo as informações, ela percorria as ruas da cidade quando o terremoto ocorreu, sendo atingida pelos escombros.</p>
<p style="text-align:justify;">Irmã de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Evaristo_Arns" target="_blank">Dom Paulo Evaristo Arns</a> e fundadora da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pastoral_da_Crian%C3%A7a" target="_blank">Pastoral da Criança</a>, Zilda Arns recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais pela sua atuação no combate à violência contra crianças, da violência contra as famílias e comunidades e contra a mortalidade inflantil.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 2006, Zilda Arns foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz.</p>
<p style="text-align:justify;">Para a cobertura do falecimento de Zilda Arns, clicar <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/01/13/zilda+arns+esta+entre+as+vitimas+do+terremoto+do+haiti+9274316.html" target="_blank">aqui</a> e <a href="http://noticias.br.msn.com/brasil/artigo.aspx?cp-documentid=23243774" target="_blank">aqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ofimdahistoria.wordpress.com/804/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ofimdahistoria.wordpress.com/804/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ofimdahistoria.wordpress.com/804/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ofimdahistoria.wordpress.com/804/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ofimdahistoria.wordpress.com/804/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ofimdahistoria.wordpress.com/804/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ofimdahistoria.wordpress.com/804/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ofimdahistoria.wordpress.com/804/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ofimdahistoria.wordpress.com/804/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ofimdahistoria.wordpress.com/804/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ofimdahistoria.wordpress.com/804/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ofimdahistoria.wordpress.com/804/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ofimdahistoria.wordpress.com/804/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ofimdahistoria.wordpress.com/804/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ofimdahistoria.wordpress.com&amp;blog=4414886&amp;post=804&amp;subd=ofimdahistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Morre Miep Gies, mulher que ajudou a preservar a memória de Anne Frank</title>
		<link>http://ofimdahistoria.wordpress.com/2010/01/12/morre-miep-gies-mulher-que-ajudou-a-preservar-a-memoria-de-anne-frank/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 14:47:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato A. de Oliveira Gimenes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Anne Frank]]></category>
		<category><![CDATA[segunda guerra mundial]]></category>

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		<description><![CDATA[Via Twitter, a Revista de História da Biblioteca Nacional informa que a holandesa Miep Gies faleceu hoje aos 100 anos de idade. Miep Gies foi secretária de Otto Frank, pai da adolescente Anne Frank. Anne, juntamente de sua família, ficou escondida dos nazistas em uma casa entre os anos de 1942 e 1944, quando uma &#8230; <a href="http://ofimdahistoria.wordpress.com/2010/01/12/morre-miep-gies-mulher-que-ajudou-a-preservar-a-memoria-de-anne-frank/">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ofimdahistoria.wordpress.com&amp;blog=4414886&amp;post=802&amp;subd=ofimdahistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" align="justify">Via Twitter, a <a href="http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/" target="_blank">Revista de História da Biblioteca Nacional</a> informa que a holandesa Miep Gies faleceu hoje aos 100 anos de idade.</p>
<p class="western" align="justify">Miep Gies foi secretária de Otto Frank, pai da adolescente Anne Frank. Anne, juntamente de sua família, ficou escondida dos nazistas em uma casa entre os anos de 1942 e 1944, quando uma denúncia anônima fez com que ela e todo o seu grupo fosse enviado para um campo de concentração.</p>
<p class="western" align="justify">Miep Gies guardou o diário da adolescente durante todo o período, preservando a memória da menina e de um dos momentos mais tenebrosos da história. Deve-se a ela não só a ajuda aos Frank, mas também a preservação de um importante documento sobre a barbárie nazista.</p>
<p class="western" align="justify">Fica aqui registrada a homenagem deste blog à memória de Miep Gies, uma daquelas figuras que constituem os heróis e heroínas anônimas, que com atos aparentemente singelos, mas extremamente corajosos, se tornam figuras fundamentais para a História.</p>
<p class="western" align="justify">Para a leitura da matéria completa, <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,morre-aos-100-anos-mulher-que-ajudou-anne-frank,494173,0.htm" target="_blank">acesse aqui.</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ofimdahistoria.wordpress.com/802/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ofimdahistoria.wordpress.com/802/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ofimdahistoria.wordpress.com/802/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ofimdahistoria.wordpress.com/802/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ofimdahistoria.wordpress.com/802/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ofimdahistoria.wordpress.com/802/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ofimdahistoria.wordpress.com/802/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ofimdahistoria.wordpress.com/802/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ofimdahistoria.wordpress.com/802/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ofimdahistoria.wordpress.com/802/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ofimdahistoria.wordpress.com/802/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ofimdahistoria.wordpress.com/802/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ofimdahistoria.wordpress.com/802/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ofimdahistoria.wordpress.com/802/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ofimdahistoria.wordpress.com&amp;blog=4414886&amp;post=802&amp;subd=ofimdahistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Renato A. de Oliveira Gimenes</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Cinquenta anos da morte de Albert Camus</title>
		<link>http://ofimdahistoria.wordpress.com/2010/01/12/cinquenta-anos-da-morte-de-albert-camus/</link>
		<comments>http://ofimdahistoria.wordpress.com/2010/01/12/cinquenta-anos-da-morte-de-albert-camus/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 13:29:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato A. de Oliveira Gimenes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Albert Camus]]></category>
		<category><![CDATA[Catatau]]></category>

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		<description><![CDATA[O imprescindível Catatau, em postagem de 11/01/2010, relembra os cinquenta anos da morte do escritor Albert Camus, ocorrida em 4 de janeiro de 1960. Também faz a remissão a uma série de blogs com excelentes matérias sobre o escritor. Não deixem de conferir.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ofimdahistoria.wordpress.com&amp;blog=4414886&amp;post=799&amp;subd=ofimdahistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O imprescindível <a title="ir para Catatau" href="http://catatau.blogsome.com/" target="_blank">Catatau</a>, em postagem de 11/01/2010, relembra os cinquenta anos da morte do escritor Albert Camus, ocorrida em 4 de janeiro de 1960. Também faz a remissão a uma série de blogs com excelentes matérias sobre o escritor. Não deixem de conferir.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ofimdahistoria.wordpress.com/799/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ofimdahistoria.wordpress.com/799/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ofimdahistoria.wordpress.com/799/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ofimdahistoria.wordpress.com/799/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ofimdahistoria.wordpress.com/799/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ofimdahistoria.wordpress.com/799/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ofimdahistoria.wordpress.com/799/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ofimdahistoria.wordpress.com/799/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ofimdahistoria.wordpress.com/799/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ofimdahistoria.wordpress.com/799/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ofimdahistoria.wordpress.com/799/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ofimdahistoria.wordpress.com/799/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ofimdahistoria.wordpress.com/799/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ofimdahistoria.wordpress.com/799/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ofimdahistoria.wordpress.com&amp;blog=4414886&amp;post=799&amp;subd=ofimdahistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Renato A. de Oliveira Gimenes</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Teatro São Cristóvão &#8211; Resposta a um comentarista paranóico</title>
		<link>http://ofimdahistoria.wordpress.com/2009/08/19/teatro-sao-cristovao-resposta-a-um-comentarista-paranoico-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 01:57:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato A. de Oliveira Gimenes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro São Cristóvão]]></category>

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		<description><![CDATA[No blog do Barata, que eu não vou ter o trabalho de por o link, surgiram três postagens ligando as manifestações que ocorreram em defesa do Teatro São Cristóvão, em junho passado, a uma possível candidatura do atual secretário de Cultura, Edílson Moura, ao cargo de deputado estadual. Na melhor tradição da teoria da conspiração, &#8230; <a href="http://ofimdahistoria.wordpress.com/2009/08/19/teatro-sao-cristovao-resposta-a-um-comentarista-paranoico-2/">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ofimdahistoria.wordpress.com&amp;blog=4414886&amp;post=860&amp;subd=ofimdahistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">No blog do Barata, que eu não vou ter o trabalho de por o link, surgiram três postagens ligando as manifestações que ocorreram em defesa do Teatro São Cristóvão, em junho passado, a uma possível candidatura do atual secretário de Cultura, Edílson Moura, ao cargo de deputado estadual.</p>
<p style="text-align:justify;">Na melhor tradição da teoria da conspiração, o autor das postagens insinou que a manifestação foi uma &#8220;armação&#8221; do Secretário de Cultura, de forma a fazer com que sua atuação à frente da instituição ficasse mais visível. O escrevinhador em questão desconsiderou completamente o teor da manifestação, completamente apartidária, e sequer se informou sobre tudo o que está sendo feito para tentar salvar o Teatro São Cristóvão. Suas postagens foram um momento triste na blogosfera paraense, na medida em que revelaram não só textos <em>muito ruins</em>, mas um descarado oportunismo político.</p>
<p style="text-align:justify;">Mandei uma resposta para lá, mas como não sei se o cara vai aceitar o comentário &#8211; mas se não aceitar também, que se dane!!! &#8211; estou reproduzindo agora o que eu disse à ele. Segue:</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-860"></span></p>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">Caro Augusto Barata,</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">A matéria é falaciosa e completamente pautada em coisas do tipo “teoria da conspiração”. Na verdade, a manifestação em defesa do tombamento do Teatro São Cristóvão não teve rigorosamente NENHUM ENVOLVIMENTO com a candidatura do Secretário de Cultura, Edilson Moura. Ela foi realizada de forma completamente espontânea. Contou com a participação do ex-Secretário de Cultura do Estado do Pará, João de Jesus Paes Loureiro (que nem de longe possui envolvimento com este governo), com representantes de grupos de cordões de pássaros de Icoaraci, como forma de lembrar a importância do Teatro para a memória da cultura popular paraense.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">O Teatro São Cristóvão abrigou, nos anos 1970, além de manifestações de arte popular como os cordões de bichos, espetáculos de dança e de música. Caetano Veloso e Martinho da Vila honraram o palco deste teatro. Até os anos 1990, apresentações de balé de várias companhias de danças belemenses se apresentavam ali.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">Ao realizar estas postagens, o que se percebe é que: (1) você não se deu ao trabalho de entrar em contato com ninguém que esteve na manifestação. (2) Usa do argumento mais tolo e batido do mundo – e aliás, completamente reacionário – de que as pessoas que lá estavam manifestando sua preocupação com o Teatro são na verdade um bando de manipulados pelo secretário. (3) Ao escrever esse texto raso, tolo, desinformado, quem na verdade está criando um factóide é você, não sei bem com que interesse, mas isso simplesmente não tem a menor importância.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">Um blog é um exercício de jornalismo amador, para a maioria das pessoas que escrevem nestes espaços. Quando digo “amador”, digo no mais exato sentido da palavra: daqueles que amam e sentem prazer em escrever, em reportar. Mas é jornalismo do mesmo jeito. No mínimo, você deveria  ter ouvido alguém que esteve lá – até como uma forma de apostar na inteligência do leitor do seu blog – coisa que você não faz.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">Vai ouvir alguém daqui para frente? Não. Tem interesse em ouvir alguém, em DIALOGAR? Duvido. Preguiça? Não sei. Interesse político pessoal? Cabe a você mostrar que é isento – mas eu duvido disso também.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">Suas matérias sobre o São Cristóvão não são diferentes de qualquer programa chinfrim de televisão, Ratinho ou coisa que o valha. Denúncia, denúncia, denúncia, que desperta nos leitores o que eles têm de pior – vide a covardia dos comentários dos anônimos. Não ajudam em nada. São, como disse  acima, meros factóides. Seria interessante que você, ao menos, se dispusesse a dialogar, principalmente com gente que não tinha compromisso político NENHUM ali, declarando seu amor ao patrimônio cultural desta cidade, no meio da sujeira, dos pregos enferrujados, dos bichos mortos e apodrecendo no espaço do São Cristóvão. Mas, se você não respeitou nada disso quando escreveu, se você não respeitou sequer o trabalho que o Departamento do Patrimônio Histórico vem fazendo para tombar o teatro em nível estadual (aliás, duvido que você saiba disso também, mas aí com certeza por preguiça, mesmo), bom, se você não respeitou nada disso quando se dispôs a cometer aquelas postagens, rigorosamente não tenho que esperar nada de suas denúncias – a não ser, como disse, despertar o que há de pior na opinião pública.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">Renato Aloizio de Oliveira Gimenes – Historiador do DPHAC, professor dos cursos de História e Direito da Faculdade Integrada Brasil-Amazônia (FIBRA). Mestre em História pela Universidade Estadual de Campinas.</p>
</blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ofimdahistoria.wordpress.com/860/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ofimdahistoria.wordpress.com/860/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ofimdahistoria.wordpress.com/860/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ofimdahistoria.wordpress.com/860/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ofimdahistoria.wordpress.com/860/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ofimdahistoria.wordpress.com/860/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ofimdahistoria.wordpress.com/860/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ofimdahistoria.wordpress.com/860/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ofimdahistoria.wordpress.com/860/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ofimdahistoria.wordpress.com/860/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ofimdahistoria.wordpress.com/860/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ofimdahistoria.wordpress.com/860/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ofimdahistoria.wordpress.com/860/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ofimdahistoria.wordpress.com/860/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ofimdahistoria.wordpress.com&amp;blog=4414886&amp;post=860&amp;subd=ofimdahistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Teatro São Cristóvão &#8211; Resposta a um comentarista paranóico</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 01:57:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato A. de Oliveira Gimenes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Cultural]]></category>
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		<description><![CDATA[No blog do Barata, que eu não vou ter o trabalho de por o link, surgiram três postagens ligando as manifestações que ocorreram em defesa do Teatro São Cristóvão, em junho passado, a uma possível candidatura do atual secretário de Cultura, Edílson Moura, ao cargo de deputado estadual. Na melhor tradição da teoria da conspiração, &#8230; <a href="http://ofimdahistoria.wordpress.com/2009/08/19/teatro-sao-cristovao-resposta-a-um-comentarista-paranoico/">Continue reading <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ofimdahistoria.wordpress.com&amp;blog=4414886&amp;post=788&amp;subd=ofimdahistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">No blog do Barata, que eu não vou ter o trabalho de por o link, surgiram três postagens ligando as manifestações que ocorreram em defesa do Teatro São Cristóvão, em junho passado, a uma possível candidatura do atual secretário de Cultura, Edílson Moura, ao cargo de deputado estadual.</p>
<p style="text-align:justify;">Na melhor tradição da teoria da conspiração, o autor das postagens insinou que a manifestação foi uma &#8220;armação&#8221; do Secretário de Cultura, de forma a fazer com que sua atuação à frente da instituição ficasse mais visível. O escrevinhador em questão desconsiderou completamente o teor da manifestação, completamente apartidária, e sequer se informou sobre tudo o que está sendo feito para tentar salvar o Teatro São Cristóvão. Suas postagens foram um momento triste na blogosfera paraense, na medida em que revelaram não só textos <em>muito ruins</em>, mas um descarado oportunismo político.</p>
<p style="text-align:justify;">Mandei uma resposta para lá, mas como não sei se o cara vai aceitar o comentário &#8211; mas se não aceitar também, que se dane!!! &#8211; estou reproduzindo agora o que eu disse à ele. Segue:</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-788"></span></p>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">Caro Augusto Barata,</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">A matéria é falaciosa e completamente pautada em coisas do tipo “teoria da conspiração”. Na verdade, a manifestação em defesa do tombamento do Teatro São Cristóvão não teve rigorosamente NENHUM ENVOLVIMENTO com a candidatura do Secretário de Cultura, Edilson Moura. Ela foi realizada de forma completamente espontânea. Contou com a participação do ex-Secretário de Cultura do Estado do Pará, João de Jesus Paes Loureiro (que nem de longe possui envolvimento com este governo), com representantes de grupos de cordões de pássaros de Icoaraci, como forma de lembrar a importância do Teatro para a memória da cultura popular paraense.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">O Teatro São Cristóvão abrigou, nos anos 1970, além de manifestações de arte popular como os cordões de bichos, espetáculos de dança e de música. Caetano Veloso e Martinho da Vila honraram o palco deste teatro. Até os anos 1990, apresentações de balé de várias companhias de danças belemenses se apresentavam ali.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">Ao realizar estas postagens, o que se percebe é que: (1) você não se deu ao trabalho de entrar em contato com ninguém que esteve na manifestação. (2) Usa do argumento mais tolo e batido do mundo – e aliás, completamente reacionário – de que as pessoas que lá estavam manifestando sua preocupação com o Teatro são na verdade um bando de manipulados pelo secretário. (3) Ao escrever esse texto raso, tolo, desinformado, quem na verdade está criando um factóide é você, não sei bem com que interesse, mas isso simplesmente não tem a menor importância.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">Um blog é um exercício de jornalismo amador, para a maioria das pessoas que escrevem nestes espaços. Quando digo “amador”, digo no mais exato sentido da palavra: daqueles que amam e sentem prazer em escrever, em reportar. Mas é jornalismo do mesmo jeito. No mínimo, você deveria  ter ouvido alguém que esteve lá – até como uma forma de apostar na inteligência do leitor do seu blog – coisa que você não faz.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">Vai ouvir alguém daqui para frente? Não. Tem interesse em ouvir alguém, em DIALOGAR? Duvido. Preguiça? Não sei. Interesse político pessoal? Cabe a você mostrar que é isento – mas eu duvido disso também.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">Suas matérias sobre o São Cristóvão não são diferentes de qualquer programa chinfrim de televisão, Ratinho ou coisa que o valha. Denúncia, denúncia, denúncia, que desperta nos leitores o que eles têm de pior – vide a covardia dos comentários dos anônimos. Não ajudam em nada. São, como disse  acima, meros factóides. Seria interessante que você, ao menos, se dispusesse a dialogar, principalmente com gente que não tinha compromisso político NENHUM ali, declarando seu amor ao patrimônio cultural desta cidade, no meio da sujeira, dos pregos enferrujados, dos bichos mortos e apodrecendo no espaço do São Cristóvão. Mas, se você não respeitou nada disso quando escreveu, se você não respeitou sequer o trabalho que o Departamento do Patrimônio Histórico vem fazendo para tombar o teatro em nível estadual (aliás, duvido que você saiba disso também, mas aí com certeza por preguiça, mesmo), bom, se você não respeitou nada disso quando se dispôs a cometer aquelas postagens, rigorosamente não tenho que esperar nada de suas denúncias – a não ser, como disse, despertar o que há de pior na opinião pública.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">Renato Aloizio de Oliveira Gimenes – Historiador do DPHAC, professor dos cursos de História e Direito da Faculdade Integrada Brasil-Amazônia (FIBRA). Mestre em História pela Universidade Estadual de Campinas.</p>
</blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ofimdahistoria.wordpress.com/788/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ofimdahistoria.wordpress.com/788/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ofimdahistoria.wordpress.com/788/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ofimdahistoria.wordpress.com/788/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ofimdahistoria.wordpress.com/788/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ofimdahistoria.wordpress.com/788/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ofimdahistoria.wordpress.com/788/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ofimdahistoria.wordpress.com/788/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ofimdahistoria.wordpress.com/788/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ofimdahistoria.wordpress.com/788/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ofimdahistoria.wordpress.com/788/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ofimdahistoria.wordpress.com/788/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ofimdahistoria.wordpress.com/788/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ofimdahistoria.wordpress.com/788/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ofimdahistoria.wordpress.com&amp;blog=4414886&amp;post=788&amp;subd=ofimdahistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Mais um blog legal&#8230;</title>
		<link>http://ofimdahistoria.wordpress.com/2009/04/28/mais-um-blog-legal/</link>
		<comments>http://ofimdahistoria.wordpress.com/2009/04/28/mais-um-blog-legal/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 04:53:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato A. de Oliveira Gimenes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8230; e divulgando para dar aquela força para a super Amanda, vale a pena visitar o seu blog, o C&#8217;mon Kid. Agora já devidamente relacionado na seção &#8220;Círculo Viciável&#8221;, nos links aqui ao lado. That&#8217;s all, folks!!!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ofimdahistoria.wordpress.com&amp;blog=4414886&amp;post=752&amp;subd=ofimdahistoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">&#8230; e divulgando para dar aquela força para a super Amanda, vale a pena visitar o seu blog, o <a href="http://cmonkid.blogspot.com/" target="_blank">C&#8217;mon Kid.</a> Agora já devidamente relacionado na seção &#8220;Círculo Viciável&#8221;, nos links aqui ao lado.</p>
<p style="text-align:justify;">That&#8217;s all, folks!!!</p>
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