Dois museus paraenses e suas experiências com pesquisa e educação

A sala de aula pode muito bem ser encarada como um laboratório no qual é possível trabalhar conceitos básicos sobre História, bem como ensinar, orientar e discutir esses conceitos com os alunos. Mas o alcance de um curso de História e da própria educação em História é muito maior, e abrange todo um universo situado fora das salas de aula. ,

A sala de aula deve ser valorizada sim, mas as escolas possuem suas extensões, e os museus são uma delas.

Há muito os museus vêm deixando de ser apenas espaços de “depósito de relíquias” para se tornarem locais de discussão da guarda e da construção da memória social, com seus amplos significados. Além de constituírem seus próprios setores de educação, os museus constituem um campo riquíssimo para o estudo da história, em níveis regionais, nacionais e internacionais, e é importantíssimo que conheçamos a produção científica existente atualmente sobre a importância dos museus.

Dois queridos amigos escreveram artigos refletindo sobre suas experiências de trabalho nos museus da cidade de Belém, aqui no Pará. São dois textos muito bons, publicados na Revista Museu, que merecem circular e ganhar uma alcance maior. Esse E este blog dá aqui uma pequena contribuição para que esses textos circulem, bem como para que o os Museus paraenses e seus acervos sejam melhor conhecidos. Uma primeira experiência muito interessante realiza-se no Museu do Marajó, localizado na cidade de Cachoeira do Arari, no arquipélago do Marajó. O museu conta com um importante acervo arqueológico sobre a cerâmica marajoara, além de sua forte ligação com a comunidade. Sobre este museu, o artigo de Anna Maria Alves Linhares, O museu de curiosidades interativas da região Amazônica, apresenta a história do Museu, realizado a partir do esforço de seu criador, o padre Giovanni Gallo. O artigo destaca a interatividade entre o museu e seus visitantes e toda a importância cultural que este lugar assumiu na cultura paraense.

Já meu caro Márcio Couto Henrique vem fazendo um belo trabalho desde que assumiu o cargo de historiador do Museu da Santa Casa de Misericórdia de Belém – infelizmente lembrada, com razão, pelas recentes mortes dos bebês em seu berçário… De qualquer forma, em seu ainda curto período de trabalho, o Márcio já reativou o Boletim do Museu e Arquivo Histórico da Santa Casa (que estava fora de circulação desde 1995) e escreveu um belo artigo sobre o Museu da Santa Casa. Trata-se de uma etnografia do Museu da Santa Casa, na qual destaca as relações que existem entre os visitantes e o lugar, bem como todo um imaginário existente em torno do museu e sua importância enquanto espaço de educação patrimonial.

Clique aqui para realizar o downloada do Boletim do Museu Arquivoa Histórico da Santa Casa de Belém do Pará