Morreu “Garganta Profunda”…

ou Mark Felt, o mais importante “informante anônimo” da recente história dos Estados Unidos.

Felt foi a fonte que levou os jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein, do The Washington Post, a investigarem o escândalo de Watergate, que culminou com a renúncia de Richard Nixon.

Para ver mais matérias sobre Watergate, você pode clicar aqui e aqui. Sobre por que o nome “Garganta Profunda”, o acesso é aqui; mas se você está curioso para saber sobre o Garganta Profunda original, aqui. E claro, sobre a, bem, protagonista do filme, saiba quem foi Linda Lovelace.

Publicado em: on 19 19UTC Dezembro 19UTC 2008 at 9:46 pm Deixe um comentário
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Duas vezes Hobsbawn

É sempre interessante e proveitoso ler os textos de Eric Hobsbawn, em particular quando suas análises históricas tratam de assuntos atuais. No retorno às postagens – depois de uns dias bem difíceis e sem tempo, trato de dois textos recentes de Eric Hobsbawn.

O primeiro texto intitulado “Dois impérios: duas lógicas”, estabelece uma análise comparativa entre o poderio atual dos Estados Unidos – no momento, único país a ocupar o posto histórico de um império, e o antigo Império Britânico, cujo desmantelamento ocorreu no imediato pós-segunda guerra mundial. Essa comparação foi publicada no Le Monde Diplomatique Brasil de novembro último e além de instigante, chama a atenção para algo que desde o início desta década Michael Hardt e Toni Negri vêm insistindo, a saber: os Estados Unidos são um Império absolutamente peculiar, e não uma nação imperialista. Qualquer pessoa que quiser entender a diferença do jogo político internacional, bem como a situação da cultura contemporânea deve entender esse novo cenário, bastante diferente tanto das práticas do imperialismo britânico (encerrado na Segunda Guerra Mundial) e que foge completamente das análises mais usuais de esquerda, principalmente daquelas derivadas do marxismo-leninismo.

(mais…)

Publicado em: on 18 18UTC Dezembro 18UTC 2008 at 5:15 pm Deixe um comentário
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Um ensaio fotográfico sobre a desindustrialização nos EUA

O site da Alternet (link ao lado) publicou uma excelente entrevista e um inquietante ensaio fotográfico sobre o fenômeno da desindustrialização norte-americana.

Brenda Ann Kennealy registrou o fenômeno na cidade de Troy, estado de Nova Iorque. Lá, a condição de pobreza é permanente; os empregos estão resumidos aos trabalhos em penitenciárias ou “big box stores” – lojas de redes de super-mercados, como Wall Mart, sendo que as mulheres são, em geral, as responsáveis pelos sustento das famílias.

Pode parecer muito, mas se pensarmos que esta cidade, cujas origens remontam a 1787, foi um dos principais pólos industriais e metalúrgicos do país desde o fim da Guerra da Secessão; que lá surgiu  o primero sindicato de trabalhadoras da América, e que o glorioso Kurt Vonnegut viveu nesta cidade, o que se observa é um presente lastimável.

Antes de falarem mal dos Estados Unidos, ou se regozijarem da desgraça dessa e de outras cidades, lembrem-se do fato de que são mulheres operárias, como no ABC paulista, em Cubatão, ou qualquer outro pólo industrial brasileiro.

Publicado em: on 8 08UTC Novembro 08UTC 2008 at 10:23 am Deixe um comentário
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